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Alopecia Fibrosante Frontal

Comparação lateral de uma mulher com alopecia fibrosante frontal

Entenda as causas, sintomas e tratamentos do problema que tem se tornado cada vez mais comum 

A queda dos cabelos e dos pelos corporais é uma preocupação comum a todas as pessoas de todas as idades. Os fios caem motivados por diversas condições diferentes, e uma delas, a alopecia fibrosante frontal, tem se tornado cada vez mais comum.

Diagnosticada pela primeira vez em 1994 na Austrália, a alopecia fibrosante frontal tem características específicas que a tornam diferente da alopecia androgenética, a conhecida calvície. Por isso, a descoberta e tratamento precoce são essenciais para vencer a doença.

O que é alopecia fibrosante frontal?

Também conhecida pela siga AFF, a alopecia fibrosante frontal é um tipo primário de alopecia, ou seja, tem origens não relacionadas diretamente a outras doenças ou problemas externos. Sua principal característica é a perda de fios na região frontal e temporal do couro cabeludo, mas pode atingir outras regiões.

Ao contrário de alguns outros tipos de alopecia, a perda dos cabelos na alopecia fibrosante frontal é irreversível. Por essa razão é muito importante que se busque tratamento assim que surgem os primeiros sinais.

O diagnóstico costuma ocorrer principalmente em mulheres na fase da menopausa. Apesar disso, não é impossível e inclusive tem se tornado mais comum que antes, a manifestação da alopecia fibrosante frontal em mulheres jovens e também em homens.

Sintomas da alopecia fibrosante frontal

A doença é caracterizada principalmente pela perda progressiva da linha capilar frontal e temporal, ou seja, na região da testa e dos lados da cabeça. A pessoa costuma ter a sensação inicial de que a testa está aumentando de tamanho, quando, na verdade, os fios capilares estão se soltando.

Outros sintomas que também podem ocorrer em alguns casos são:

  • Queda dos fios das sobrancelhas, fato que costuma preceder a queda no couro cabeludo;
  • Retração dos fios para além da região fronto-temporal, como atrás das orelhas e nuca;
  • Fios que ficam “para trás”, ou seja, solitários nas regiões afetadas;
  • Pele lisa e pálida nas regiões de queda;
  • Pápulas, ou seja, bolinhas da cor da pele pelo rosto;
  • Manchas escuras nas regiões do rosto e pescoço;
  • Sensação de coceira ou queimação no couro cabeludo.

Causas da alopecia fibrosante frontal

A alopecia fibrosante frontal ainda tem causas não muito bem conhecidas pela Medicina. O que se sabe é que o organismo ataca e destrói os folículos pilosos, e têm sido estudados alguns motivos para tal acometimento.

Por essa razão a doença é chamada de cicatricial e é irreversível, pois nesses folículos que são destruídos estão localizadas as células troncos responsáveis pela formação dos fios capilares.

Algumas causas têm sido especuladas, como genéticas, hormonais e por fatores ambientais externos, todas podendo desencadear o ataque autoimune aos folículos.

Quais os tratamentos da alopecia fibrosante frontal?

Por causa da irreversibilidade da doença, um tratamento de melhor sucesso será aquele iniciado em momento precoce, ainda no início dos sintomas da doença.

O tratamento da alopecia fibrosante frontal está associado a utilização de medicamentos tópicos e orais para diminuir e progressividade da queda dos fios e aliviar dos sintomas associados que podem surgir na pele.

O tratamento local pode incluir a aplicação de corticoides tópicos e inibidores de calcineurina. Também podem ser aplicados medicamentos tópicos que visam aliviar o desconforto na pele que a alopecia fibrosante frontal pode também causar.

Medicamentos retinoides por via oral também podem ter eficácia, assim como os antiandrógenos inibidores da enzina 5-alfarredutase, como a finasterida.

Quem tem alopecia fibrosante frontal pode colocar implante?

Por ser uma doença que causa queda irreversível dos cabelos, muitos pacientes com alopecia fibrosante frontal se questionam sobre a possibilidade de implante capilar.

A solução não é muito recomendada pois, por ser uma doença autoimune de destruição dos folículos capilares, acabe afetando a região novamente causando nova queda. Com a doença sob controle, pode haver uma avaliação médica mais profunda para chegar a uma melhor conclusão.

Para saber mais sobre a alopecia fibrosante frontal e outras condições, entre em contato com a Dra. Nidia Lima.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – Regional São Paulo;

Antonella Tosti, Daniel Asz-Sigall, Rodrigo Pirmez. Tratamentos Capilares e do Couro Cabeludo – Um Guia Prático; Mariya Miteva. Alopecia.

 

 

 

 

 

 

 

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