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Quais as causas da queda de cabelo?

Mulher segura pente de cabelo e puxa fios

Diversos fatores podem levar à perda dos fios. O importante é contar com um especialista para receber a orientação adequada

A queda excessiva dos cabelos tem impacto significativo na aparência do indivíduo, e pode ser fonte de preocupação para mulheres e homens. É importante notar, porém, que a perda diária de fios é algo completamente normal: estima-se que, diariamente, uma pessoa perca em torno de 100 a 150 fios, principalmente ao tomar banho ou ao pentear os cabelos.

Há inúmeras opções de tratamentos para a perda capilar, mas para que o especialista possa recomendar a mais adequada entre elas é preciso primeiro identificar as causas da queda de cabelo. Para isso, é recomendado que o paciente se consulte com um dermatologista, que fará uma investigação mais aprofundada do quadro.

Queda de cabelo: causas possíveis

Podem ser várias as causas da queda de cabelo. Normalmente, o problema pode ser classificado entre dois tipos: eflúvio telógeno agudo ou crônico.

No caso do eflúvio telógeno agudo, as causas para a queda de cabelo estão relacionadas a acontecimentos que ocorreram três meses antes do início da queda — tempo necessário para que os fios se desprendam —, resultando na perda média de 200 a 300 fios diariamente.

Quando o eflúvio telógeno é uma das causas para a queda de cabelo, o médico precisa investigar quais fatores ou ocorrências levaram a ela. São muitos os fatores que podem influenciar o eflúvio telógeno agudo. Os principais incluem:

  1. Pós-parto;
  2. Estresse;
  3. Febre;
  4. Infecção aguda;
  5. Sinusite;
  6. Pneumonia;
  7. Gripes;
  8. Doenças metabólicas ou infecciosas;
  9. Dietas restritivas;
  10. Cirurgias;
  11. Uso de determinados medicamentos.

Já o chamado eflúvio telógeno crônico é semelhante ao agudo, mas a queda de cabelos neste caso é cíclica, ocorrendo uma ou duas vezes por ano — ou a cada dois anos, dependendo do paciente. Isso, muitas vezes, faz com que o indivíduo fique com o cabelo mais volumoso na base e menos volumoso apenas em seu comprimento.

O diagnóstico do eflúvio telógeno crônico nem sempre aponta um motivo específico que possa indicar as causas da queda de cabelo, mas normalmente a alteração está relacionada a doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto ou lúpus.

O sintoma comum e mais perceptível é a queda aguda do cabelo. Em alguns casos, os pacientes também podem apresentar coceira no couro cabelo, principalmente na parte de cima da cabeça.

Queda de cabelo: causas são investigadas com exames específicos

Depois de realizar um exame físico e fazer uma avaliação do histórico do paciente, o médico pode recorrer a um dos exames mais indicados para diagnosticar as possíveis causas da queda de cabelo: a tricoscopia, um exame não invasivo, rápido e indolor.

Esta avaliação é realizada a partir de um dermatoscópio, uma lupa que permite ampliar a imagem de 10 a 200 vezes, dependendo do aparelho utilizado. Com ele, é possível visualizar detalhadamente as estruturas do fio de cabelo e do couro cabeludo, tanto as mais superficiais quanto as mais profundas.

Além da dermatoscopia, há outros exames que podem ser realizados para um diagnóstico mais assertivo das causas da queda de cabelo. O médico pode solicitar um tricograma — exame em que são coletados alguns fios de cabelo desde a raiz para serem avaliados em um microscópio — ou uma biópsia de couro cabeludo. Neste exame, é removido um pequeno fragmento do couro cabeludo para ser enviado para análise de um médico patologista.

Existem várias opções de tratamento para a queda de cabelos, mas é importante receber o auxílio de um dermatologista, pois só esse especialista pode identificar as causas da queda de cabelo e indicar o tratamento adequado. Não se automedique para tratar a queda de cabelo, pois isso pode colocar sua saúde e sua beleza em risco.

Se você tem notado sinais de queda de cabelo, como um grande volume de perda durante o banho ou mesmo zonas mais expostas no couro cabeludo, agende uma consulta com a Dra. Nídia Lima, dermatologista e tricologista.

Fontes:

Dra. Nídia Lima;

Sociedade Brasileira de Dermatologia;

Ministério da Saúde.

 

 

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