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Como é feita a curetagem?

Instrumento utilizado para curetagem

De forma simples e rápida, a raspagem é indicada na extração de tecidos doentes

A curetagem é feita como um método para remover lesões superficiais da pele, podendo ser seguida de uma eletrocirurgia ou criocirurgia.

O termo deriva de cureta, instrumento de borda afiada, utilizado na raspagem cirúrgica para a retirada total de corpo estranho, livrando a pele de tecidos doentes.

A parte extraída é enviada para biópsia a fim de fechar um diagnóstico preciso da enfermidade e direcionar futuros protocolos, servindo de suporte para tratamentos da pele.

Como a curetagem é realizada?

Aplica-se um creme anestésico 1 hora antes de procedimentos superficiais, como o caso de molusco contagioso. Usa-se a infiltração anestésica para situações mais complexas e profundas.

O processo é iniciado com uma eletrocoagulação para, então, retirar as células que ainda persistirem com a cureta.

A raspagem de corpos estranhos fixos ao tegumento é indicada em enfermidades mais simples da epiderme, tais como:

  • Molusco contagioso: pápulas surgem na pele oriundas de infecção viral, muito comum em crianças;
  • Verrugas virais: manifestações benignas transmitidas pelo vírus do HPV (Papiloma Vírus Humano);
  • Ceratose seborreica: tumores inofensivos de tamanhos variados;
  • Ceratose actínica: alteração da camada córnea – parte mais superficial da pele – com aspecto verrucoso, escamoso e com hipertrofia. Provocadas pelo sol, pode evoluir para um carcinoma;
  • Carcinoma basocelular de baixa agressividade e pequeno: câncer de pele mais comum, originário do tecido epitelial.

A curetagem é feita como uma alternativa para tratar lesões superficiais da derme e, em casos de carcinomas, apenas quando apresentam tamanho menor do que 1 cm, já que em tumores maiores, a intervenção perde sua eficácia.

Muitas vezes, o processo é associado cauterização por calor ou frio para fechar a ferida causada pela raspagem, minimizando os riscos de infecção ou sangramentos.

Um anticoagulante pode ser empregado para secar os pequenos vasos sanguíneos ao redor da lesão. O paciente é instruído de como manter a ferida limpa.

Cuidados

Os cuidados após a raspagem são fundamentais para uma cicatrização saudável do tecido e redução dos incômodos da ferida. Por isso, recomenda-se:

  • Não retirar a crosta que forma no local da extração;
  • Passar pomadas de modo a promover a recuperação da derme;
  • Usar filtro evitar a exposição solar.

O processo de cura é bastante rápido e tranquilo, sem incômodos, geralmente a ferida se regenera em até três semanas, podendo inchar e ficar vermelha apenas nos primeiros dias.

Como a curetagem é feita em uma porção de tecido, se a limpeza não for adequada, pode haver riscos de infecção e o médico irá prescrever antibióticos para controlar o problema.

A região pode ficar sensível e apresentar sensação de formigamento, quando a extração é feita num nervo, danificando-o momentaneamente.

No caso de sangramento subcutâneo, um hematoma pode surgir, exigindo sua drenagem com a reabertura da ferida. Apesar de incomuns, esses são alguns riscos do processo de raspagem.

Cicatrizes

Por se tratar de um procedimento superficial, a cicatriz torna-se praticamente imperceptível, porém alguns pacientes apresentam pré-disposição ao queloide.

Crescimento anormal do tecido cicatricial no local da lesão, forma uma marca aparente e com pigmentação mais escura, trata-se de uma alteração benigna da pele, não oferecendo qualquer risco para o paciente.

Há uma perda de controle dos mecanismos que regulam o equilíbrio em uma regeneração de tecidos. Como tentativa de reduzir sua aparência, injeta-se insumos que normalizam a produção de colágeno.

A exposição solar é uma das principais causas das lesões cutâneas e, durante o processo de recuperação da pele, em que camada mais profunda está vulnerável, receber raios solares pode queimar a ferida, agravando a condição dela e gerar uma hiperpigmentação, propiciando uma cicatriz aparente.

O processo de curetagem é feito como diagnóstico das lesões cutâneas superficiais e, também, como terapia, quando tem o objetivo de retirar o tecido doente.

Fonte:

Sociedade Brasileira de Dermatologia;

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

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