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Melanoma: o que é, causas, sintomas e tratamento

Imagem ilustrativa

Conheça as principais características e como é realizado o tratamento do tipo mais comum de câncer de pele

O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Embora seja menos comum que outros tumores de pele, ele merece atenção especial devido ao seu potencial de crescimento rápido e maior risco de disseminação para outras pares do corpo.

Apesar disso, quando identificado ainda nas fases iniciais, o melanoma apresenta altas taxas de cura. Por isso, a observação regular da pele e a avaliação com dermatologista são fundamentais para o diagnóstico precoce. Entenda mais no conteúdo a seguir.

O que é o melanoma?

O melanoma, como já mencionado, é um tumor maligno que surge a partir do desenvolvimento anormal dos melanócitos, células que produzem a melanina, que, por sua vez, é responsável pela coloração da pele. Ele pode aparecer em qualquer região do corpo, inclusive as pouco expostas ao sol.

Em muitos casos, o problema surge em pintas já existentes, mas também pode aparecer como uma nova lesão na pele. Por isso, novas formações ou mudanças no tamanho, formato ou cor de uma pinta devem sempre ser avaliadas por um dermatologista.

Vale mencionar também que, ainda que haja fatores de risco específicos que aumentam a potencialidade de desenvolvimento da doença, o melanoma pode se manifestar em pessoas de qualquer idade e tipo de pele.

Principais características e fatores de risco

As característicos do melanoma podem variar bastante. De modo geral, a lesão apresenta crescimento progressivo e assimetria, com bordas irregulares e múltiplas tonalidades. Essas características podem ser avaliadas de acordo com a chamada regra ABCDE (assimetria, bordas, cor, diâmetro, evolução).

Outras características podem ser identificadas de acordo com o tipo da doença, que pode ser classificada em:

  • Melanoma superficial extensivo: o tipo mais comum (70% dos casos), cresce horizontalmente na superfície da pele;
  • Melanoma nodular: cresce verticalmente e forma nódulos (percebidos como bolinhas) elevados, geralmente de cor preta ou azulada;
  • Melanoma lentigo maligno: mais comum em idosos, ocorre principalmente em áreas muito expostas ao sol, como rosto e pescoço, e evolui de forma lenta;
  • Melanoma lentiginoso acral: ocorre principalmente nas palmas das mãos, solas dos pés e embaixo das unhas.

Já entre os fatores de risco, os mais importantes são:

  • Histórico familiar de câncer de pele, principalmente em parentes de primeiro grau;
  • Exposição solar intensa e repetida ao longo da vida;
  • Queimaduras solares, especialmente na infância;
  • Pele clara e sensível ao sol;
  • Grande número de pintas ou nevos atípicos;
  • Uso insuficiente de proteção solar ao longo da vida.

Além desses fatores, o sistema imunológico comprometido e o histórico pessoal de câncer de pele e outros tipos de tumores malignos também aumentam o risco.

É importante lembrar que a presença desses critérios, no entanto, não significa que a pessoa desenvolverá o tumor, mas sim a necessidade de maior vigilância e consultas dermatológicas regulares para avaliar a saúde da pele.

Diagnóstico e tratamento

Tanto o diagnóstico quanto o tratamento do melanoma devem ser realizados com acompanhamento contínuo por um dermatologista especializado nesse tipo de abordagem.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce do melanoma é o principal fator que influencia o sucesso do tratamento. A avaliação começa com exame clínico detalhado da pele, com análise das características das pintas.

Além disso, o processo de diagnóstico pode incluir a dermatoscopia, um método que permite analisar estruturas internas das lesões. Quando há suspeita, o dermatologista realiza biópsia para confirmar o diagnóstico e definir o estágio e o tipo da doença.

Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de cura com procedimentos simples, como a remoção cirúrgica da lesão, sem a necessidade da adoção de abordagens mais complexas e que demandam tempo.

Tratamento

O tratamento do melanoma deve ser estabelecido de acordo com o tipo, da extensão e do estadiamento da doença. Na maioria dos casos diagnosticados em estágios iniciais, a cirurgia de ressecção costuma ser suficiente para eliminar o tumor e evitar complicações futuras.

Para os casos em estágios mais avançados, existem tratamentos modernos e promissores que vêm transformando o prognóstico da doença. Em geral, esses tratamentos podem ser realizados de forma complementar aos procedimentos usuais.

Entre eles estão terapias-alvo e imunoterapias, que estimulam o sistema imunológico a combater as células tumorais de forma mais específica. Essas abordagens têm proporcionado melhores resultados e maior qualidade de vida para pacientes em fases avançadas.

Além do tratamento em si, o acompanhamento médico contínuo é essencial tanto durante quanto após a eliminação do câncer. Dessa maneira, é possível monitorar e prevenir recidivas, avaliar novas lesões e dar orientações sobre cuidados com a pele e proteção solar, contribuindo para a prevenção de novos casos de melanoma.

Perguntas frequentes

Quais são os primeiros sinais de melanoma?

Os primeiros sinais de melanoma geralmente envolvem mudanças em pintas já existentes ou o surgimento de novas manchas com características diferentes das demais. Alterações rápidas de tamanho, formato ou cor são sinais de alerta importantes.

Outros sintomas incluem coceira, sangramento espontâneo ou sensação de dor na lesão. Sempre que houver qualquer mudança incomum na pele, a avaliação dermatológica deve ser realizada o quanto antes, pois o diagnóstico precoce do melanoma aumenta significativamente as chances de cura.

Quando o melanoma é grave?

O melanoma é considerado mais grave quando apresenta maior profundidade, crescimento acelerado ou sinais de disseminação para outros órgãos. Lesões diagnosticadas em estágios avançados podem exigir tratamentos mais complexos e acompanhamento multidisciplinar.

No entanto, vale reforçar que nem todo melanoma é grave quando identificado precocemente. Muitos casos detectados nas fases iniciais têm tratamento eficaz e excelentes resultados. Por isso, consultas periódicas com dermatologista e atenção às mudanças na pele são fundamentais.

Quais são os tipos de melanoma?

Os tipos mais comuns de melanoma são o superficial extensivo, o nodular, o lentiginoso acral e o lentigo maligno. Cada tipo apresenta padrões específicos de crescimento e pode exigir abordagens terapêuticas diferentes.

Fontes:

Dra. Nídia Lima

Instituto Nacional do Câncer

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica