Panorama das opções de tratamento do câncer de pele, do manejo cirúrgico às terapias modernas
O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil e no mundo. Apesar disso, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas chances de cura.
Com os avanços da medicina, o tratamento do câncer de pele evoluiu significativamente, oferecendo diferentes opções terapêuticas que variam conforme o tipo, a localização e o estágio da doença.
Neste conteúdo, você vai entender quais são os principais tipos de câncer de pele, como funciona o tratamento do câncer de pele e quais são as abordagens mais indicadas para cada caso.
O que é o câncer de pele?
O câncer de pele ocorre quando há o crescimento anormal e descontrolado das células da pele, geralmente provocado pela exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV).
Ele pode ser dividido em dois grandes grupos:
- Não melanoma: o mais comum e com menor risco de metástase, incluindo o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.
- Melanoma: tipo mais raro, porém mais agressivo, com maior potencial de disseminação para outros órgãos.
Os sinais podem variar, mas incluem manchas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam e lesões que sangram ou coçam.
Principais opções de tratamento
O tratamento do câncer de pele depende de diversos fatores, como o tipo do tumor, tamanho, profundidade e localização. A seguir, veja as principais abordagens utilizadas.
Cirurgia excisional
A cirurgia excisional é o tratamento mais comum para o câncer de pele.
Nesse procedimento, o médico remove completamente a lesão, juntamente com uma margem de segurança de tecido saudável ao redor, para garantir que não restem células cancerígenas.
É altamente eficaz, especialmente em casos iniciais.
Cirurgia micrográfica de Mohs
A cirurgia de Mohs é uma técnica avançada indicada principalmente para tumores em áreas delicadas, como rosto, nariz e pálpebras.
Ela permite a remoção do câncer em etapas, com análise imediata em microscópio, garantindo máxima preservação do tecido saudável e maior taxa de cura.
Criocirurgia
A criocirurgia utiliza temperaturas extremamente baixas (geralmente nitrogênio líquido) para destruir as células cancerígenas.
É uma opção para lesões superficiais e de baixo risco, sendo um procedimento rápido e pouco invasivo.
Eletrocoagulação/Curetagem
Nesse método, o tecido canceroso é raspado (curetagem) e, em seguida, cauterizado com corrente elétrica (eletrocoagulação).
É indicado para alguns tipos de câncer de pele não melanoma em estágio inicial.
Terapia fotodinâmica
A terapia fotodinâmica combina o uso de substâncias fotossensibilizantes com luz específica para destruir as células tumorais.
É uma alternativa menos invasiva, especialmente indicada para lesões superficiais e áreas estéticas.
Radioterapia
A radioterapia utiliza radiação para eliminar as células cancerígenas.
Geralmente é indicada quando a cirurgia não é possível ou como tratamento complementar, principalmente em casos mais avançados.
Imunoterapia e terapia-alvo
Essas são abordagens modernas utilizadas principalmente no tratamento do melanoma e de tumores mais avançados.
- Imunoterapia: estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas;
- Terapia-alvo: atua diretamente em mutações específicas das células tumorais.
Esses tratamentos têm revolucionado o prognóstico em muitos casos.
Quimioterapia
A quimioterapia é menos comum no tratamento do câncer de pele, sendo utilizada principalmente em casos mais avançados ou quando outras terapias não são eficazes.
Ela age destruindo células cancerígenas, mas também pode afetar células saudáveis, o que explica seus efeitos colaterais.
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso no tratamento do câncer de pele.
Quando identificado no início, as chances de cura são muito altas, e os tratamentos tendem a ser menos invasivos.
Por isso, é fundamental:
- Observar alterações na pele;
- Realizar consultas dermatológicas periódicas;
- Utilizar protetor solar diariamente;
- Evitar exposição solar excessiva.
A avaliação com um dermatologista é essencial para identificar lesões suspeitas e indicar o tratamento adequado.
Perguntas frequentes
Dúvidas são comuns quando o assunto é câncer de pele, especialmente em relação às diferentes abordagens envolvidas no tratamento do câncer de pele, aos cuidados após o diagnóstico e às possibilidades de recuperação.
A seguir, estão respostas para algumas das perguntas mais frequentes no consultório, com orientações que ajudam a esclarecer pontos importantes e trazer mais segurança ao paciente.
O câncer de pele precisa de quimioterapia?
Na maioria dos casos, não. O tratamento do câncer de pele costuma ser feito com cirurgia ou terapias locais. A quimioterapia é indicada apenas em situações mais avançadas ou específicas.
Quais são os tipos de câncer de pele no nariz?
No nariz, os tipos mais comuns são:
- Carcinoma basocelular;
- Carcinoma espinocelular;
- Melanoma (mais raro, porém mais agressivo).
Devido à localização, muitas vezes são tratados com técnicas que preservam ao máximo a estética, como a cirurgia de Mohs.
Quem tem câncer de pele pode usar ácido hialurônico?
Depende do caso. Pacientes em tratamento ou com histórico recente de câncer de pele devem sempre consultar o dermatologista antes de realizar procedimentos estéticos, incluindo o uso de ácido hialurônico.
A liberação vai depender do tipo de câncer, da área tratada e do estágio da doença.
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Um diagnóstico precoce faz toda a diferença — e cuidar da sua pele é também cuidar da sua saúde, autoestima e qualidade de vida.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD);

