Diversos métodos podem ser utilizados para tratar as cicatrizes que crescem demasiadamente por causa da alta produção de colágeno
O tratamento da queloide é muito buscado por quem convive com cicatrizes elevadas, rígidas e, muitas vezes, desconfortáveis. Isso porque a queloide pode impactar não apenas a aparência da pele, mas também a autoestima, principalmente quando aparece em áreas mais visíveis, como orelhas, rosto, tronco e ombros.
A boa notícia é que, com a avaliação correta e o acompanhamento dermatológico especializado, existem diferentes estratégias para controlar o problema e melhorar consideravelmente o aspecto da pele.
Além de incomodar esteticamente, a queloide pode causar coceira, dor, sensibilidade e até restrição de movimento dependendo da área afetada. Por isso, entender suas causas e conhecer as opções de tratamento da queloide é essencial para quem deseja resolver a condição de forma eficaz.
O que é queloide?
Queloide é um tipo de cicatriz que cresce de maneira descontrolada, ultrapassando os limites da lesão original. Enquanto uma cicatriz comum tende a se estabilizar e suavizar com o tempo, a queloide continua produzindo colágeno em excesso, ficando espessa, endurecida e elevada.
Esse tipo de cicatriz pode aparecer após qualquer agressão à pele, incluindo cortes, cirurgias, acne, queimaduras, piercings e até processos inflamatórios simples. Diferentemente da cicatriz hipertrófica, a queloide não regride espontaneamente e pode continuar crescendo por meses ou anos.
Causas e fatores de risco
A principal causa da formação de queloide é uma produção exagerada de colágeno durante o processo de cicatrização. Esse desequilíbrio faz com que o tecido cicatricial se expanda para além da área de dano inicial, criando uma estrutura fibrótica maior e mais espessa que o esperado.
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver queloide, como:
- Histórico familiar;
- Pele mais escura (maior prevalência em pessoas negras, pardas e asiáticas);
- Idade entre 10 e 30 anos;
- Áreas corporais com maior tensão da pele, como peito, costas, ombros e orelhas.
Esses elementos ajudam na avaliação dermatológica, pois indicam quais pacientes têm maior predisposição e, portanto, podem se beneficiar de um acompanhamento preventivo antes mesmo de iniciar o tratamento da queloide.
Diagnóstico de queloide
O diagnóstico da queloide é clínico, por meio da avaliação visual e tátil da lesão. A dermatologista observa altura, textura, extensão e evolução da cicatriz. A história da lesão também deve ser avaliada: quando houve o ferimento, quanto cresceu e se houve sintomas como dor ou coceira.
Em raros casos, quando existe dúvida entre queloide e outras lesões cutâneas, pode ser solicitado um exame complementar, como uma biópsia. Esse procedimento é simples e serve apenas para confirmar o diagnóstico, especialmente se o tratamento da queloide exigir um plano mais complexo ou se houver suspeita de outra condição dermatológica.
Opções de tratamento para queloide
Quando falamos em tratamento da queloide, é importante entender que não existe uma solução única. A dermatologista avalia o tipo da lesão, a localização, o tempo de evolução e os sintomas para definir a melhor combinação de terapias. Em muitos casos, a associação de métodos gera resultados mais eficazes.
Injeções intralesionais
Uma das formas mais utilizadas no tratamento da queloide são as aplicações de corticosteroides diretamente na lesão. Elas ajudam a reduzir a produção de colágeno, diminuindo a espessura e suavizando a cicatriz. O procedimento é rápido e costuma ser repetido a cada algumas semanas.
Laser
O laser é uma opção moderna que auxilia na remodelação da pele, reduz a vermelhidão e melhora a textura da queloide. Pode ser combinado com outras terapias para potencializar o resultado, sendo especialmente útil em casos recentes.
Crioterapia
Essa técnica utiliza o congelamento controlado da lesão para reduzir seu volume. É frequentemente indicada para queloides menores, principalmente em orelhas. Em alguns casos, pode ser feita antes das injeções para melhorar a resposta ao tratamento da queloide.
Cirurgia
A remoção cirúrgica pode ser indicada para queloides grandes ou muito incômodas. No entanto, como a queloide tem tendência de voltar, geralmente a cirurgia é combinada com outras abordagens, como infiltrações ou laser.
Placas ou gel de silicone
O uso contínuo de placas ou gel de silicone ajuda a hidratar a região e controlar a produção de colágeno. São opções seguras e frequentemente recomendadas como parte do tratamento da queloide, bem como para prevenir novas lesões.
Como evitar queloide?
Prevenir a queloide é possível e muito importante, especialmente para quem já tem predisposição genética ou histórico prévio. Pequenos cuidados no dia a dia podem evitar o surgimento de novas cicatrizes indesejadas ou auxiliar na recuperação após procedimentos dermatológicos.
Algumas boas práticas incluem:
- Evitar manipular espinhas e cravos;
- Evitar procedimentos estéticos em áreas de risco sem orientação dermatológica;
- Cuidar bem de feridas e queimaduras, mantendo-as limpas e hidratadas;
- Usar protetor solar para prevenir escurecimento e inflamação da cicatriz.
Com essas medidas, é possível reduzir consideravelmente a chance de precisar de um novo tratamento da queloide, especialmente em regiões sensíveis.
Quando procurar um dermatologista?
Buscar um dermatologista é fundamental ao notar o aparecimento de uma cicatriz que cresce de maneira anormal, causa dor, coceira ou desconforto estético significativo. Quanto mais cedo o tratamento da queloide começar, maiores são as chances de controlar seu crescimento e melhorar sua aparência.
Além disso, pessoas com histórico familiar, tendência à formação de queloides ou que pretendem realizar piercings, cirurgias ou procedimentos estéticos na pele devem consultar um especialista previamente.
Para saber mais sobre o tratamento da queloide, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Nídia Lima.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Dermatologia

